já fazia uns dias, a coisa tava difícil, o tempo feio, a chuva que nunca parava. aquela coisa de que a luz do dia só batia no que não devia (ou será que devia?). aquela mulher de roupa rasgada, escondida sob cobertas e aquele guarda chuva sem perna; é estranho como algumas coisas se fixam. e depois o dia fica bonito, a chuva nem precisa parar. fica tudo leve. e o sinal fecha. e é lindo. um homem pára. e, ual! suas mangas são carcomidas, suas unhas sujas e compridas. e os dedos rodam querendo fazer passar o tempo. e o tempo passa. o caminho é lindo, um monte de carros buzinam, todos têm pressa, correm, não olham pra nada, pra ninguém. e as coisas são leves. e os dedos rodam. e chove. e as unhas levam a história, os dedos rodam. o tempo passa. é loucura. é real.
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