O bonito disso tudo é ver nos olhos dessa gente o medo do segundo seguinte. O inesperado faz a vida ser mais importante. Faz o momento ser surpresa. Eu amo essa gente aflita. Eu explodo. E corro. Eu grito e danço. Eu estou no meio delas. Sou uma delas. Delas. Meu coração bate acelerado. O carro vem. Eu volto. Saio de cena. O mundo entra. Na rua, essa imensidão me mata. Esse tamanho todo é meu. É meu amor.

E vem o homem maltrapilho, eu amo. E vem a mulher da saia roxa, apaixono. E vem a menina branquinha, eu canto. E vem o boné saltando, eu quero. E vem os cabelos brancos, eu gosto. E vem a banda tocando mambo, ah! como amo! Eu amo, amo e amo. E apaixono e morro e quero e grito!
Não vivo sem gente. Não sinto.

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