mais uma dessas noites de insônia.
por minutos deixei passar a bebedeira que embala o sono e despertei para uma noite inteira.
intensa.
pensamentos desprendidos e desmedidos. são balões voando e subindo, subindo, subindo..
ou o algodão doce do senhor da rua do porto que mais parecia uma nuvem amarrada a um palito.
a magia da vida está escondida em pequenas coisas..e eu a procuro como as crianças procuram os ovos na páscoa. ou espiando por trás das cortinas, como quando esperava, nas noites de natal, que o papai noel aparecesse, dormindo de olhos semi abertos (até hoje o faço, assumo, todos os dias. olhos semi abertos são questao de segurança....ou cansaço..). nesse caso, as cortinas eram (são) meus próprios olhos, pálpebras pesadas que suporto carregar dia pós dia.
é que querer ter os olhos abertos, atentos, à caça, é cansativo e não pode passar de 24hrs.........
a sede quase sempre é equivalente ao tempo que consegue levar os olhos abertos. ela é alimentada pelas coisas que se ve, se sente e se toca. a sede passa dos limites físicos. faz delirar. imaginar mundos e fundos.......
a sede faz o sono acabar..
e algumas palavras tem o poder da cura...acabou a insônia, dormir é todo o detalhe da vida que quero espiar agora.
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