Querido.
A memória é um instrumento doido
que a natureza nos deu. Me deparo às vezes com as lembranças de um tempo
antigo. É como se num quebra-cabeças diário algumas peças fossem se mostrando
parecidas e fossem se encaixando para me mostrar imagens que guardei em uma
caixinha preta escondida no lugar mais obscuro da minha mente.
Hoje foi assim, sentada no sofá,
conversando sobre coisas banais e me dá um estalo e me vêm à mente as imagens
do seu sorriso, da sua alegria contagiante e do seu mistério que condena meu
coração. Vêm também aquelas das quais quero me proibir de lembrar, porque me
dão saudade, porque me lembram do quanto pude ser eu mesma perto de você. Essas
lembranças repentinas mudam o rumo dos meus dias e das coisas que faço ou
imagino fazer. Indiretamente, o lampejo do acaso das lembranças suas que cabem
a mim, me faz voltar no tempo e pensar quem fui e em quem tenho me
transformado. E me alegro em perceber que tenho tentado ser melhor, mesmo sem
saber muito o que melhor pode querer
dizer.
Mas não se preocupe, querido. As
lembranças suas logo me levam à outras, de outras gentes, de outros tempos e
logo me esqueço outra vez.
A memória é um instrumento doido que a natureza nos
deu.
Beijos meus. Estes que já foram
seus.
estar no interior é buscar o interior?
hoje na feira tinha "melão graudão".
"mai que delicadeza cê é".
e na padaria o pãozinho é "filão".
os encontros dessa cidade onde a avenida São João não cruza a Ipiranga, são tímidos.
por isso os amigos rapidamente vão se pendurando pelas paredes da nossa casa, espiam pela janela, dormem sobre a escrivaninha, sobem pelas prateleiras, sentam ao nosso lado na rede.....parecem querer salvar-nos dessa timidez, parecem querer dizer que sigamos, que o rumo é certo, que estão com a gente.
não largam nossa mão.
todos os dias eles respiram junto, olham o que vejo, seguram minha alma, apoiam meu coração.
amor a gente sente de longe. ainda bem!

hoje na feira tinha "melão graudão".
"mai que delicadeza cê é".
e na padaria o pãozinho é "filão".
os encontros dessa cidade onde a avenida São João não cruza a Ipiranga, são tímidos.
por isso os amigos rapidamente vão se pendurando pelas paredes da nossa casa, espiam pela janela, dormem sobre a escrivaninha, sobem pelas prateleiras, sentam ao nosso lado na rede.....parecem querer salvar-nos dessa timidez, parecem querer dizer que sigamos, que o rumo é certo, que estão com a gente.
não largam nossa mão.
todos os dias eles respiram junto, olham o que vejo, seguram minha alma, apoiam meu coração.
amor a gente sente de longe. ainda bem!

a euforia que toma a alma frente aos espasmos do corpo dormido.
uma mão sob a cabeça a outra sobre os quadris.
o descanso da respiração, o descaso dos pés que chutam, aflitos pés reflexivos.
um sono leve, um corpo tenso.
por onde vagueiam esses sonhos? esses segredos do sono, da completude do descanso.
a mente anda por ai, as mãos não se movem, o rosto relaxa.
você dorme.
uma mão sob a cabeça a outra sobre os quadris.
o descanso da respiração, o descaso dos pés que chutam, aflitos pés reflexivos.
um sono leve, um corpo tenso.
por onde vagueiam esses sonhos? esses segredos do sono, da completude do descanso.
a mente anda por ai, as mãos não se movem, o rosto relaxa.
você dorme.
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