é quando me perco no meio desse turbilhão de tempo e história. olho, encaro, descaro. não tenho dentro de mim nada que possa matar alguém. só amor.
mas é tiro de amor pra tantos lados que matar fica difícil, mas pra ferir é só um passo. e bum!
ando armada. mas quem não anda?
todo mundo tem uma pedrinha de alguma coisa pra jogar. eu me esforço pra minha pedrinha ser de água com gotas de amor. pedrinha que cai macio e faz carinho em quem a leva consigo.
amor. quem não quer um tiro desses?
cadê o meu?
não me confundam com palavras bonitas, companhia na volta pra casa, carinho, abraço e beijinho. amor é mais.
será? amor é muito. só pode ser.
dá até medo de afogar em tanta coisa boa.
chove no meu asfalto. vai nascer arvore de quê?
Foi assim, um dia eu olhei em volta e vi que estava tudo virado. Corri, fui embora com a minha mochilinha vazia. Teve quem me olhasse atravessado, teve quem me desse a mão e fosse comigo e teve quem ficasse empurrando meu bumbum pra eu subir na carona daquela vida. Mas essas rodas levam a gente por estradas estranhas. Eu estou voltando. Vou chegar em breve pra ver outra vez o sol nascer bonito e as nuvens bailarem sobre meus tic-tacs. Enfrentei o mundo e agora ele vai me empurrando pr'aquele lugar que eu sempre gostei de estar. Eu não sabia. Eu sou do lado de lá.
a geladeira
Eu abri a geladeira neste fim de semana. Tudo estava congelado. Fazia tempo que não abria a geladeira. Foi difícil tirar alguma coisa de dentro, mas com um pouco de esforço e água consegui. Tirei morangos em leite condensado, torta de ricota da minha mãe, suco de uva integral, queijo cottage e tomate seco com manjericão.
Que é que explica a alegria de ter tudo isso de volta ao estado normal? Comer morangos com ricota, suco de uva condensado, queijo seco, tomate cottage e leite da minha mãe...
Este foi meu final de semana. Misturando dá alegria e paz de espírito. É receita boa.
Abrir a geladeira de vez enquando: essa eu vou anotar na lista das minhas coisas preferidas.
Que é que explica a alegria de ter tudo isso de volta ao estado normal? Comer morangos com ricota, suco de uva condensado, queijo seco, tomate cottage e leite da minha mãe...
Este foi meu final de semana. Misturando dá alegria e paz de espírito. É receita boa.
Abrir a geladeira de vez enquando: essa eu vou anotar na lista das minhas coisas preferidas.
é impossivel negar.
a vida te empurra, te puxa, te joga de um lado pro outro. mas é sempre mais facil olhar para ela com indignaçao, lamentar, criticar, apedrejar....somos graos de areia levados com o vento e, sem tempo, nao vemos passar as paisagens aos nossos pés........e elas beijam, seduzem, queimam com o olhar. mas agente nao ve;
o amor é maior. e a dor, ardor quase insuportavel, sustenta o coracao perdido na tempestade de graos de areia. passam muitos com o vento..tao pequenos e insuportaveis quanto somos nós mesmos, tao leves e tao sem caminho. vamos.
a vida te empurra, te puxa, te joga de um lado pro outro. mas é sempre mais facil olhar para ela com indignaçao, lamentar, criticar, apedrejar....somos graos de areia levados com o vento e, sem tempo, nao vemos passar as paisagens aos nossos pés........e elas beijam, seduzem, queimam com o olhar. mas agente nao ve;
o amor é maior. e a dor, ardor quase insuportavel, sustenta o coracao perdido na tempestade de graos de areia. passam muitos com o vento..tao pequenos e insuportaveis quanto somos nós mesmos, tao leves e tao sem caminho. vamos.
minhas pernas quebraram no meio da tarde. mas é preciso caminhar.
meus braços foram imobilizados. mas é impossível não move-los.
minha boca foi costurada. mas tive que rasgar a carne e falar.
a dor. o prazer. e o desespero.
o gosto do sangue me alegra. o suor que molha meu rosto não é meu.
é o suor que deixaram em mim.
goteja o suor salgado......
o silêncio da gota ecoa em meio ao turbilhão de monstros e loucuras que vejo.
o mundo virado ao avesso.
a saida é fazer disso tudo a grande piada da vida. e fazer da gota a tempestade no nosso copo d'água.
a graça está em tudo...não posso deuxar de ver. nunca deixar de amar.
meus braços foram imobilizados. mas é impossível não move-los.
minha boca foi costurada. mas tive que rasgar a carne e falar.
a dor. o prazer. e o desespero.
o gosto do sangue me alegra. o suor que molha meu rosto não é meu.
é o suor que deixaram em mim.
goteja o suor salgado......
o silêncio da gota ecoa em meio ao turbilhão de monstros e loucuras que vejo.
o mundo virado ao avesso.
a saida é fazer disso tudo a grande piada da vida. e fazer da gota a tempestade no nosso copo d'água.
a graça está em tudo...não posso deuxar de ver. nunca deixar de amar.
Os pés matam, o mundo se apóia em suas costas, o suor incomoda o corpo todo e torto se vai o monte de carne pelas ruas. A roupa rota, o sapato sujo, a terra nas barras da calça. O corpo parou, olhou e atravessou em minha frente. Era vermelho. Vermelho e roxo. Porque tão forte? Porque tão cruel com os que o viam?
Era o dia mais quente daquela era. O dia mais raro, sem sentido e sem pudor.
Passou também a mulher com a camiseta amarrada na testa. O sutiã a mostra. A renda cinza podre. O fecho pela metade. Até onde duraria? Ela queria atravessar a avenida da morte. Estava louca. E também tinha cansaço no olhar.
Esse é o troféu dos fracos. O cansaço. É tudo o que eles tem. Os fortes vêem até na fadiga a gostosura de viver. Eles querem, amam e lutam. E não importa quantos litros de água necessitam, ou quantos quilos de comida precisam para sobreviver. Eles vão até o fim. São fortes. Morrem e renascem todos os dias. São moribundos ao avesso. São a vida e dão vida a tudo que tocam.
Era o dia mais quente daquela era. O dia mais raro, sem sentido e sem pudor.
Passou também a mulher com a camiseta amarrada na testa. O sutiã a mostra. A renda cinza podre. O fecho pela metade. Até onde duraria? Ela queria atravessar a avenida da morte. Estava louca. E também tinha cansaço no olhar.
O que há nesses teus olhos que vêem o que não vêem os meus? Esse brilho que inebria o resto do mundo e mata de amor os que não te tem, os que não tem o poder de ver a beleza. Que sem graça é ser humano ao seu lado. Você que é acima dos outros. Que ama até o que não se vê a olhos nus. Despidos como são os colos das mulheres negras ou os pés dos mendigos caídos nas ruas. Nua é tua coragem, a fé que carrega em teu peito e te derrete em gente. A fé que respinga gotas tuas no asfalto quente. Fé que evapora e morre ao sentir que o amor é maior. E arde. Ah! como arde o amor, ai...arde a fé.
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